Pause

Hoje não tem desenho, só mimimi. E não é sobre o meu perene intervalo entre um post e outro, agora’ o buraco é mais embaixo’.

Segunda-feira, dia 21 de outubro de 2013, fui demitida. Depois de dois anos de empresa e prestes a tirar férias, fui colocada no bolo do ‘corte de custos’, junto com mais 3 colegas. Desde que comecei a trabalhar, ainda estagiária (em 2005), foi a primeira vez que isso me aconteceu. Até agora, eu sempre pedia demissão de um lugar para me mudar para outro.

Foi rápido, rápido demais, eu diria. Estávamos na sala, sem muito o que fazer, até que um colega, que havia saído, voltou dizendo que estava indo embora. Em seguida, outro. Todos paramos de trabalhar e ficamos nos entreolhando, atônitos, até que eu fui chamada. Fui já pensando ‘vou ser demitida’, mas estava ainda incrédula, como se toda aquela situação não passasse de uma brincadeira de mau gosto.

Não foi.

Depois da notícia, fui recolher as coisas da mesa, e como não posso deixar de dar asas à minha imaginação inconveniente, lembrei dos filmes onde o protagonista é demitido e começa a colocar as coisas de sua mesa dentro de uma caixa. E pensei: ‘Não tenho nem uma caixinha para colocar esses cacarecos’. Era tudo o que conseguia pensar.

Houve comoção, está claro; eu tinha dois anos de empresa, os outros tinham mais. Vi meu chefe Rael chorar, e eu sempre fico desconcertada diante de um homem chorando. Ele fez um pequeno discurso, falando de como nós fomos importantes ali, e ele frisou sobre o quanto queria que nós soubéssemos daquilo. Que estávamos indo embora devido a uma situação difícil da empresa, não por incompetência ou mau comportamento. Abracei cada um, carreguei minha bolsa e saí. E foi só.

Da segunda para a terça, quase não dormi; voltei à empresa para levar a carteira de trabalho e dar início aos trâmites burocráticos, e depois fui dar uma volta com uma amiga pelo centro da cidade, para me distrair. Estava tão acostumada a passar o dia inteiro dentro de um lugar fechado, trabalhando, que me sentia desorientada andando pela rua em plena tarde, como se tudo estivesse errado, como se eu não devesse estar ali.

Desde segunda tenho entrado em contato com amigos e conhecidos, comunicando a minha situação. Ontem comecei a organizar meu portfolio no Behance; excluí coisas antigas, fiquei em dúvidas quanto a outras, e como não podia deixar de ser, achei tudo ruim e sem criatividade. Queria ter desenhado alguma coisa por ‘desestresse’, mas não tenho tido paciência nem concentração. A semana está sendo confusa, e eu ainda tenho me sentido desorientada, ‘tateando no escuro’.

Sei que não é o fim do mundo; alguns colegas já me indicaram lugares para enviar currículos, estou organizando o portfolio justamente para isso. Curiosamente, há tempos eu não andava mais tão satisfeita com minha carreira, mas a acomodação, o salário certo, a rotina me fizeram estacionar – e foi preciso uma demissão para me ‘tirar dos trilhos’ e me fazer repensar a vida e o que eu desejo fazer.

Na verdade, ainda não parei para pensar; tem estado tudo ‘no automático’ ainda. Dei umas voltas (durante o dia, algo ainda tão ‘novo’ pra mim), organizei parte do portfolio, chorei o que havia para ser chorado (frustração, senso de incompetência, medo e uma espécie estranha de expectativa ou alívio, não sei dizer).

Enfim, acho que já não tenho mais o que escrever. Espero ter tudo pronto rapidamente e semana que vem começar a procurar com mais empenho. Vamos ver no que dá… =/

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